terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

ETERNIT É RÉ EM MAIS OUTRA AÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO

ETERNIT É RÉ EM OUTRA AÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO. AGORA NA PLANTA INDUSTRIAL DE COLOMBO NA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA, PARANÁ.

ESTA AÇÃO CIVIL PÚBLICA SE SOMA ÀS DAS FÁBRICAS DE OSASCO (EM QUE A ETERNIT JÁ FOI CONDENADA EM SEGUNDA INSTÂNCIA,TENDO DE IMEDIATO DE PRESTAR ASSISTÊNCIA INTEGRAL ÀS VÍTIMAS) E A DO RIO DE JANEIRO.

ESPERAMOS QUE O PODER JUDICIÁRIO SE APRESSE EM PROMOVER JUSTIÇA SOCIOAMBIENTAL CONTRA AS EMPRESAS LIGADAS AO LOBBY DA FIBRA CANCERÍGENA.




Em

Ministério Público pede indenização de R$ 85 milhões contra a empresa Eternit

20/02/17 às 17:01 Redação Bem Paraná com assessoria
 
 
(foto: Reprodução Eternit)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Ministério Público do Trabalho no Paraná ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) contra a empresa Eternit por expor os empregados de sua planta industrial localizada no município de Colombo ao amianto, substância comprovadamente cancerígena. Na ação, o MPT/Paraná apresenta dados coletados em fiscalizações realizadas na empresa que deixam claro os riscos aos quais os trabalhadores estão expostos e pede que a matéria prima amianto seja substituída por fibras alternativas na fabricação de produtos como telhas e caixas d’água.
As investigações do MPT/Paraná relacionadas à empresa Eternit acontecem desde 2008, quando foi instaurado um Inquérito Civil. Diante da complexidade do caso, formou-se um grupo especial de trabalho com membros do MPT. Na ação ajuizada nessa terça-feira, além de demonstrar que a tese do uso controlado do amianto está superada por tratados internacionais assinados pelo Brasil, o Ministério Público apresenta relatos de comissões internas da empresa e de peritos e fiscais do MPT e do Ministério do Trabalho que comprovam falhas estruturais e sistemáticas nas instalações da Eternit em Colombo. Na fábrica, são utilizadas, por mês, aproximadamente 763 toneladas de substância cancerígena em ambiente de trabalho onde estão expostos cerca de 350 trabalhadores.
O amianto – Amianto é o nome comercial dado a um conjunto de minerais utilizados na fabricação de diversos produtos, como telhas onduladas, caixas d’água e materiais automotivos. A Organização Mundial da Saúde aponta que o amianto é responsável por metade das mortes por câncer ocupacional e afirma que não há limites seguros para a sua utilização. Atualmente, 66 países proíbem a utilização de amianto, entre eles todos os países da União Europeia.
Os principais pedidos do MPT na ação são para que a Eternit substitua o amianto por fibras alternativas em até 90 dias, sob pena de multa diária de 500 mil reais, e a condenação da empresa a pagar uma indenização de R$ 85 milhões por dano moral coletivo. Em razão da urgência do caso, o MPT requereu prioridade na tramitação da ação. 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

LUTA DAS VÍTIMAS DO AMIANTO NO BRASIL RECONHECIDA INTERNACIONALMENTE

O conjunto das entidades ABREAs e seu incansável trabalho em prol do banimento da fibra cancerígena no Brasil e justiça para as vítimas do amianto e familiares foi escolhido e será homenageado internacionalmente na próxima edição da ADAO, entre 7-9 de abril de 2017, em Washington D. C., Estados Unidos. 

A CEO, Linda Reinstein, e Ellen Costa da ADAO estiveram conosco no Encontro de Campinas em outubro de 2017 e ficaram maravilhadas com o trabalho desenvolvido pelas ABREAs no Brasil. 
Release informando os homenageados este ano se encontra em
http://www.asbestosdiseaseawareness.org/archives/42381

Parabéns a todos os membros e direções das ABREAs. 

A UNIÃO FAZ A FORÇA!


LUTA DAS VÍTIMAS DO AMIANTO NO BRASIL É HOMENAGEADA NOS ESTADOS UNIDOS

O conjunto das entidades ABREAs e seu incansável trabalho em prol do banimento da fibra cancerígena no Brasil e justiça para as vítimas do amianto e familiares foi escolhido e será homenageado internacionalmente na próxima edição da ADAO, entre 7-9 de abril de 2017, em Washington D. C., Estados Unidos. 

A CEO, Linda Reinstein, e Ellen Costa da ADAO estiveram conosco no Encontro de Campinas em outubro de 2017 e ficaram maravilhadas com o trabalho desenvolvido pelas ABREAs no Brasil. 
Release informando os homenageados este ano se encontra em
http://www.asbestosdiseaseawareness.org/archives/42381

Parabéns a todos os membros e direções das ABREAs. 

A UNIÃO FAZ A FORÇA!


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

INFORMES PUBLICADOS NA MÍDIA TENTAM MINIMIZAR OS EFEITOS DA CONDENAÇÃO RECEBIDA PELA ETERNIT

ETERNIT tenta acalmar o mercado de ações e seus stakeholders, minimizando os efeitos da condenação recebida em Ações (ACP) propostas pelo MPT e ABREA para vítimas do amianto da antiga fábrica de Osasco, a maior planta do grupo suíço-belga (atualmente nacionalizada) nas Américas. 

A ABREA irá recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), terceira e última instância de apelação, buscando corrigir as distorções promovidas pelo Tribunal Regional de São Paulo (TRT-2), considerado um dos mais reacionários e patronais do país. 

De imediato, a sentença obriga a ETERNIT a prestar assistência integral à saúde de seus ex-empregados. Não vamos dar trégua e exigir o cumprimento da sentença condenatória. 
A LUTA CONTINUA! 

Em






 DECISÕES JÁ PROFERIDAS EM PRIMEIRO E SEGUNDO GRAU (para ler o documento completo somente pelo computador)

·         Link da Sentença (1ª instancia): http://aplicacoes1.trtsp.jus.br/vdoc/TrtApp.action?viewPdf=&id=4941092 


·         Link do Acórdão (2ª instancia): http://aplicacoes1.trtsp.jus.br/vdoc/TrtApp.action?viewPdf=&id=5951430

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

ASBESTOSGATE: CONHEÇA AQUI AS TÁTICAS UTILIZADAS PELO ESPIÃO INGLÊS PARA SE INFILTRAR NO MOVIMENTO MUNDIAL ANTI-AMIANTO NA DEFESA DOS INTERESSES DA CRIMINOSA INDÚSTRIA DO AMIANTO



Identidade revelada: ele é Rob Moore ou também chamado pela imprensa internacional de o “Mata Hari” do Amianto




      Apenas relembrando alguns detalhes desta história rocambolesca de espionagem, num misto de James Bond e Robin Hood, que durou aproximadamente 4 anos e que vimos denunciando sistematicamente nas redes sociais.

O protagonista do ASBESTOSGATE se chama Robert Moore, Rob para os íntimos, um charmoso espião cinquentão, de olhos penetrantes e que, diferentemente de seu conterrâneo britânico Bond, se apresentava como um pobre cineasta, jornalista e documentarista interessado em denunciar, com seu trabalho pro bono, as mazelas da indústria do amianto e se juntar ao lado da Rede Ban Asbestos, um exército de “jedis” pelo banimento do amianto e justiça para as vítimas, na sua luta incansável contra “o lado negro da força”, que defende o indefensável amianto.

Desvendado o segredo do anti-herói: Rob foi contratado como consultor em 2012 pela K2 Intelligence Limited (www.k2intelligence.com), empresa líder em “serviços de investigação, conformidade e defesa cibernética”, que foi fundada em 2009 por Jeremy M. Kroll e Jules B. Kroll, o criador da moderna indústria de investigações corporativas; em outras palavras: ALTA ESPIONAGEM INDUSTRIAL A SERVIÇO DE GRUPOS EMPRESARIAIS PODEROSOS. Por seus serviços, não tão pro bono como anunciado, o mesmo recebeu em honorários e reembolsos cifra em torno de 2 milhões de reais (aproximadamente 470 mil libras esterlinas). Pelo volume de recursos empregados, é justo supor que são uma ou mais empresas do amianto, estados/governos produtores de amianto ou seguradoras destas indústrias.

A K2 tem escritórios em Nova Iorque, Londres, Madri, Tel Aviv, Genebra e Los Angeles. A sua sede fica nos EUA. Seu Diretor Executivo em Londres, onde começa a nossa história, é Matteo Bigazzi, que também atuou em Milão. Ele, tal qual os fundadores da K2 também estiveram ligados à empresa de espionagem muito conhecida no Brasil – a Kroll Associates, e onde ele liderou casos que vão desde “investigações de fraude e corrupção, prevenção de fraude e programas de recuperação de corrupção até processos de "due diligence" (diligências prévias, em geral voluntárias) e pesquisa de ativos. Por aqui a Kroll esteve envolvida em denúncias envolvendo o banqueiro Daniel Dantas, a TELECOM Itália, operação lava-jato e Petrobrás, Eduardo Cunha e contratos milionários de espionagem, como se pode rapidamente depreender em matéria do “Valor Econômico” (http://www.valor.com.br/politica/3978024/cpi-petrobras-camara-contrata-firma-de-investigacao-por-r-1-milhao).

Esta introdução se faz necessária para entendermos de quem estamos falando e quem são estes personagens que cruzaram a vida dos jedis anti-amianto.

Aqui a cronologia de como se deu a abordagem do Mata Hari do amianto. Preservo a identidade de quem nos forneceu os documentos oficiais, depositados na Corte Britânica, para garantir sua segurança pessoal:

1)   Moore apresentou-se, inicialmente, como um cineasta realizador de documentários a trabalho de uma produtora que desejava fazer um material jornalístico sobre os perigos do amianto. Ele nos enviou o e-mail de um endereço associado com uma empresa de produção de TV verdadeira na qual trabalhou como produtor - a Greg Atkins Productions cujo website é o www.gregatkins.tv

2)   Objetivos: obter informações pessoais e / ou confidenciais dos ativistas anti-amianto sobre possíveis financiamentos, metas e estratégias, incluindo as que envolviam litígios da Rede Ban Asbestos, visando assim beneficiar os clientes da K2.

3)   Fica patente pelas informações obtidas no volumoso processo instaurado na Justiça britânica conta Moore, Bigazzi e K2 - parte destes documentos ainda mantidos sob sigilo -, que os dois réus conceberam uma estratégia conjunta para a obtenção de informações eminentemente confidenciais.

4)    Em essência, cabia a Moore ganhar a confiança dos ativistas sob o pretexto de que era um jornalista interessado em fazer um documentário sobre a indústria do amianto. Posteriormente, buscou obter informações confidenciais e / ou pessoal e / ou privada sob o pretexto de que ele precisava de tais informações para fazer o tal documentário e / ou criar uma instituição de caridade chamada STOP ABESTOS destinada às doenças relacionadas ao amianto, dando assim a impressão de que os seus interesses estavam alinhados com aqueles dos militantes anti-amianto.

5)   Como estratégia de abordagem, revelada nos autos, Moore realizou pesquisas para dar credibilidade à sua cobertura jornalística. Entre outros, ele menciona: "Pude identificar várias notícias de base, sob diversos ângulos e temas que seriam de interesse genuíno para um cineasta documentarista e estou confiante de que posso entrar neste mundo com relativa facilidade e com alto nível de legitimidade e credibilidade". Mais adiante declara: "Eu gostaria de me aproximar da forma mais natural e da maneira mais emocional possível para que se possa estabelecer uma conexão tanto intelectual quanto emocional com as lideranças”, que ele descreve “respeitosamente” em seu relatório a Bigazzi como “gangue”.

6)   Ele acrescenta: para "fazer a minha entrada parecer menos deliberada e menos suspeita não posso chegar com um cartão de visita feito sob medida, pois posso parecer bom demais para ser verdade, não é?”. Em seu relatório também ele explica como estabelecerá contatos iniciais com outras pessoas que trabalham em organizações internacionais como a OIT-Organização Internacional do Trabalho e a revista inglesa Hazards, para que isto possa facilitar sua apresentação aos ativistas. O Relatório explica que, conforme ele for construindo a confiança junto às lideranças, ele poderá começar a fazer perguntas mais detalhadas sobre a Rede: "quanto melhor eu explorar suas reivindicações, mais capacitado fico para fazer as perguntas-chaves. Esse é um ponto importante. Não apenas para a maneira de entrarmos, mas também como sairmos”.

7)   Moore afirma ainda ao chefe: "Acho que posso obter respostas para as perguntas que nos foram feitas, embora seja difícil prever que tipo de evidência concreta eu posso reunir, mostrando que a Rede é uma frente para escritórios de advocacia nos EUA”. Este é um tema constante das instruções da K2 para Moore – estabelecer esta conexão entre membros da Rede e financiamento das ações anti-amianto por advogados americanos. Fica claro que o objetivo do trabalho de Moore era descobrir informações que poderiam ser utilizadas para sugerir que a Rede estava sendo financiada com um interesse financeiro - ou seja, promover advogados e / ou aqueles no mercado de substituição do amianto - o das fibras alternativas, ao invés de qualquer outro motivo para proibir o uso do amianto por razões de saúde, e com isto, manchar e desacreditar a reputação da Rede aos olhos dos Estados e organizações onde gozam de relativo prestígio.

8)   Segundo documentos obtidos, é importante afirmar, para que conste registrado que, durante o período de quatro anos que Moore trabalhou em segredo, bisbilhotando a Rede, ele não encontrou nenhuma evidência que prove que os motivos da Rede não fossem altruístas ou que os ativistas estariam recebendo financiamento secreto de advogados, empresas de materiais de substituição ou de remoção de amianto. Ele repetidamente reportou estas questões a Bigazzi.

9)   Moore planejou também estabelecer um falso site de campanha, como forma de "poder fazer perguntas-chaves” sem levantar suspeitas. "O site Britishspring.org permitirá que eu pergunte questões mais pessoais sobre como se organizou a Rede, como é administrada, como conseguiu expandir-se para produzir campanhas de relacionamento em outras partes do mundo e como tudo isso é financiado? Quanto mais tempo eu puder desenvolver a minha relação com os ativistas, mais profundas e mais pessoais poderão ser as minhas perguntas, e será mais provável de obter as respostas mais verdadeiras".

10)  Moore desistiu do tal site, que seria chamado Britishspring.org, mas criou um outro para uma instituição de caridade que foi denominada Stop Asbestos (Pare o Amianto), http://www.stopasbestos.org/ que mais uma vez era uma camuflagem, uma fachada, de modo que ele teria uma desculpa para continuar a se infiltrar na Rede. UMA VERDADEIRA FRAUDE!

11)    Moore sugere, então, ao Chefe Bigazzi que também vale a pena investir em um documentário "piloto", porque isso "poderia ser muito bom para a minha credibilidade com o movimento de proibição do      amianto e eu acho que isso poderia ajudar a chegarmos mais longe em nossa trajetória". Nos perguntamos até onde ele pretendia chegar se não tivesse sido desmascarado?

12)    No período em que trabalhou para K2, Moore participou de diversas conferências no Reino Unido, em vários países da          Ásia, em Washington etc. O relatório sobre as conferências          de Liverpool e Bruxelas para a K2 mostra claramente quais são as "áreas-chaves de atuação". Entre elas, estão:

o   Quais são os planos do movimento de proibição do amianto para o Canadá?

o   Quais são os planos do movimento de proibição do amianto para a Tailândia?

o   Quais são os planos do movimento de proibição do amianto para a Índia?

o   Quem financia o movimento de proibição do amianto? Quem o conduz? Outras observações das conferências de Liverpool e Bruxelas.

o   Novas Direções para Ativismo.

o   Novos Mercados de crescimento para advogados.

o   Perguntas pendentes.

13)    O relatório de Moore estabelece não apenas as estratégias confidenciais de campanha e litígios da Rede, mas também informações pessoais sobre os ativistas. O relatório é um excelente exemplo do modelo como Moore e K2 operam. Ele espionou os procedimentos, os participantes às conferências e alargou o seu grupo de contatos para abordagens futuras. Ele lista aqueles a quem sugere contatos. Estou entre eles.

14)    Este modus operandi permitiu que Moore e a K2 tivessem acesso a informações que nunca teriam sido divulgadas a ele, se o seu verdadeiro papel fosse conhecido. Por exemplo, a Tailândia tornou-se um país de interesse para Moore e a K2 porque parecia estar à beira de impor uma proibição nacional à utilização do amianto.

15)    K2 enviou a Moore um breve pano de fundo para a visita à Tailândia, dizendo que "o cliente (ou clientes ainda não revelados) gostaria de descobrir o máximo possível sobre os planos locais da campanha tailandesa, incluindo: estratégia, o tempo das ações, os contatos dentro do governo, o papel da SCG e de outras indústrias, OMS, expectativas, o que eles sabem sobre o povo anti-ban". Moore mais tarde enviou a K2 uma lista de potenciais entrevistados na Tailândia, incluindo tópicos para discutir e dizendo que ele "realmente apreciaria algum feedback e orientação para o que deveria buscar doravante”.

16)    O produto final da visita tailandesa de Moore foi o "Relatório Provisório sobre o Progresso da Proibição do Amianto na Tailândia", que incluía uma quantidade extraordinária de informações confidenciais e sensíveis, detalhando, por exemplo, as divisões internas entre diferentes Ministérios sobre a conveniência e a probabilidade de uma proibição, os argumentos que estão sendo utilizados pelo governo, as opiniões dos militantes pró-proibição sobre as forças que se opõem à proibição, táticas da indústria do amianto contra os ativistas e as respostas àquelas táticas.

17)    Entre os alvos subsequentes estavam tanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) como outras Agências das Nações Unidas com ações sobre o amianto, como a UNEP/PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente).

18)    Para dar maior credibilidade ao seu “atestado de pobreza”, ele angariou junto aos ativistas algo em torno de 10 mil libras para dar andamento à ONG STOP ASBESTOS, como conseguiu que boa parte de suas despesas para participação nos congressos fossem subvencionadas pelos organizadores.

19)    O papel de Bigazzi e da K2 - Em um vídeo intitulado "História de Sucesso", disponível no site da K2, Jeremy Kroll afirma "Quando um cliente chama a K2, estamos ajudando-o a identificar e / ou resolver o problema antes que se torne uma crise em larga escala". No mesmo vídeo Jules Kroll diz "O que me faz mais orgulhoso é o que nós viemos representar. Bons resultados, resultados honestos e pessoas que se orgulham de vir trabalhar todos os dias porque sentimos que nossa missão é uma missão importante”. Nota-se que, como parte do contrato inicial com K2, o “consultor” é obrigado a assinar uma Declaração de Ética Comercial, que inclui a sentença "Eu não me envolverei em ações desonestas, impróprias ou ilícitas, nem me envolverei em ações ilegais durante a realização de qualquer missão". Os documentos divulgados demonstram que tais afirmações estão inteiramente em desacordo com as modalidades e estratégias efetivas acordadas entre Bigazzi em nome da K2 e Rob Moore.

Por fim, depois deste nauseante relato, devo dizer que há ainda muitas informações nebulosas e que estão ainda sob sigilo, mas o mais importante, e esperamos que a Corte britânica seja eficiente nisto, é obter a informação do nome de todas as empresas e estados/governos que patrocinaram esta ação criminosa de espionagem, quais foram as informações de nossos movimentos que foram repassadas aos criminosos envolvidos e avaliar a extensão dos danos causados por esta ação, individual e coletivamente, riscos para nossa segurança pessoal e, bem como, punir exemplarmente os envolvidos direta e indiretamente nesta ação ilícita. Da nossa parte, daremos grande visibilidade ao fato para coibir e/ou desencorajar ações semelhantes em nosso país.




sábado, 17 de dezembro de 2016

ETERNIT É PUNIDA POR RETALIAR TRABALHADORES

 
 
A decisão abaixo é uma grande vitória de nosso movimento graças à competência e presteza dos advogados da ABREA/Rio, que atuaram em favor de vítima do amianto, membro da nossa associação, que está internada no Hospital Pedro Ernesto, e a quem foi concedida tutela antecipada, agora à tarde, obrigando a irresponsável Eternit restituir plano de saúde, que foi cortado para os ex-empregados que ousaram entrar na Justiça contra a antiga empregadora, desafiando-a na luta por JUSTIÇA e por seu direito à saúde usurpado e o futuro roubado. É isto que a ABREA persegue diuturnamente.
 
ESTA É A NOSSA MISSÃO! 
 
 
 

 (clique na figura para ampliá-la)

terça-feira, 15 de novembro de 2016

O fim do amianto estará na pauta do STF-Supremo Tribunal Federal no próximo dia 23/11 quando 4 leis de banimento estaduais e municipal serão julgadas.


O fim do amianto estará na pauta do STF-Supremo Tribunal Federal no próximo dia 23/11 quando as leis de banimento dos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Pernambuco e a do município de São Paulo voltam a julgamento depois de mais de 4 anos de paralisia da discussão no país tanto no Legislativo, como no Executivo e no Judiciário. Por outro lado, muito se avançou, na prática, desde então, e dos 9 grupos empresariais de fibrocimento existentes no país, o setor que atualmente consome praticamente todo o amianto produzido no país, 6 já decidiram pela substituição da fibra cancerígena e este é um processo progressivo e irreversível, tal como as doenças que a fibra cancerígena causa. Esperamos que desta vez o STF não fuja de sua responsabilidade constitucional de pôr um fim a este flagelo nacional, cuja autorização de produção, comercialização e uso ferem de morte nossa Carta Magna no que diz respeito à saúde e a um ambiente saudável  e equilibrado a que todos nós cidadãos brasileiros temos DIREITO. Unamo-nos em uma só voz: BASTA DE VÍTIMAS. BASTAMIANTO!

sábado, 1 de outubro de 2016

REDE GLOBO PRESTA DESSERVIÇO SOBRE OS RISCOS RELATIVOS AO CANCERÍGENO AMIANTO


Segundo o advogado da ABREA Mauro Menezes*: "Jornal da Globo usa termo não usual no Brasil para designar o cancerígeno amianto, privando público da noção do perigo". Em Viomundo http://www.viomundo.com.br/denuncias/mauro-menezes-jornal-da-globo-usa-termo-nao-usual-para-designar-o-cancerigeno-amianto-privando-publico-da-nocao-do-perigo.html

Mauro Menezes*: Jornal da Globo usa termo não usual para designar o cancerígeno amianto, privando público da noção do perigo


* Sócio-Diretor-Geral do Escritório Roberto Caldas, Mauro Menezes & Advogados.





amianto mata e globo
por Conceição Lemes
Uma das matérias do Jornal da Globo dessa quinta-feira (29/09/2016) foi sobre o acidente de trem em Nova Jersey, nos EUA, que matou a brasileira Fabíola Bittar de Kroon e deixou dezenas de feridos. Ela estava parada na plataforma, quando foi atingida pelos destroços.
A reportagem durou 2 minutos. A partir de 1min45s, o correspondente Jorge Pontual (o vídeo está aqui; negrito é nosso), de Nova York, afirma :
A investigação das causas vai ser demorada, porque a estação destruída foi construída em 1907 e os destroços estão contaminados por asbesto que pode provocar doenças graves nos pulmões. Primeiro, será necessário descontaminar toda área.
 Aqui, do estúdio, o apresentador Willian Waack não fez comentário.
“Consternado com o trágico acidente, infelizmente, assisti, em meio à narrativa jornalística de uma rede brasileira de televisão, transmitindo em português, usar a palavra ‘asbesto’ para designar o cancerígeno amianto”, critica  Mauro Menezes, advogado da Associação Brasileira das Vítimas de Amianto (Abrea).
Mauro Menezes-001Asbesto e amianto são sinônimos, sim. Porém, no Brasil, usa-se amianto.
A própria indústria se refere ao seu produto, por vezes dissimulado com o qualificativo “crisotila”. É uma variedade, que não afasta o caráter carcinogênico do mineral, como assegurou a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2010.
“Teria sido mais adequado utilizar o termo consagrado em nosso país – amianto”, frisa. “Só assim os telespectadores teriam noção da proximidade que mantêm com esse perigo.”
Preciosismo? Não!
Primeiro: o amianto não é apenas questão de saúde ocupacional; é problema de saúde pública.
Segundo: a fibra assassina, como é chamada, causa asbestose (doença provoca endurecimento do pulmão, a pessoa morre por asfixia), câncer do pulmão e mesotelioma, tumor maligno que pode aparecer até 50 anos após o primeiro contato com o amianto.
O mesotelioma  atinge pleura (membrana que reveste o pulmão), pericárdio (membrana que recobre o coração) e peritônio (membrana que reveste a cavidade abdominal). É extremamente agressivo, incurável e fatal.
Ou seja:
* Ao não dizer expressamente que os destroços da estação de Nova Jersey estão contaminados por amianto, que causa câncer, o Jornal da Globo de certa forma minimizou aos olhos do público brasileiro o risco.
* Ao mesmo tempo, privou o telespectador de perceber a diferença brutal entre Brasil e os EUA  no que diz respeito à herança maldita de construções e resíduos contendo amianto.
“Lá, a prévia e delicada descontaminação dos destroços contendo amianto é algo protocolar, rigorosamente obedecido”, explica Menezes.
“Já aqui, nos encontramos na vergonhosa condição de país produtor e exportador de amianto, além de consumidor desenfreado e irresponsável, mercê das manipulações constantes da sombria e lucrativa indústria do setor”, denuncia.
“Enquanto nos EUA há consciência plena do risco assassino do amianto, aqui convivemos com a sua livre e perversa utilização”, arremata o advogado da Abrea.
Considerando que boa parte dos telespectadores não sabe que asbesto é amianto, por que, pelo menos, daqui William Waack não fez o reparo?
Por que falar para o umbigo? Seria para não relembrar que o amianto causa câncer?


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Campinas terá seminário internacional e encontro nacional de vítimas do amianto em outubro

Campinas será “capital nacional” da luta contra o amianto e seus impactos
(Foto Adriano Rosa)

Campinas será “capital nacional” da luta contra o amianto e seus impactos

Entre 2000 e 2010, o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, registrou 2.400 óbitos por agravos à saúde relacionados ao amianto, entre pessoas 20 ou mais anos de idade em todo país. Políticas públicas para lidar com o amianto e seus danos ambientais, sociais e para a saúde serão discutidas no Seminário Internacional sobre Amianto: Uma Abordagem Sócio-Jurídica, que acontece em Campinas nos dias 6 e 7 de outubro. No dia 8, também em Campinas, será realizado o Encontro Nacional de Familiares e Vítimas do Amianto.
O Seminário Internacional é resultado de acordo de cooperação entre o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho (DIESAT). O propósito do acordo é desenvolver trabalhos conjuntos visando aperfeiçoar a legislação sobre segurança e saúde do trabalho, incluindo seminários e outros eventos.
De acordo com os realizadores, o seminário será custeado com recursos derivados de acordo extrajudicial firmado com empresas do interior de São Paulo, fabricantes de telhas e caixas d´água, as quais também se comprometeram, em Termo de Ajuste de Conduta (TAC), a encerrar o uso do amianto nos seus processos produtivos até 2017.
O seminário em Campinas terá a presença de juristas, dirigentes do Ministério Público e Justiça do Trabalho, ativistas e organizações nacionais e internacionais que lutam contra o amianto. Serão abordados casos como os de Osasco, no Brasil, e Casale Monferrato, na Itália, que há anos enfrentam o legado do amianto. A legislação nacional e internacional sobre uso e banimento do amianto, como ocorreu na Itália e em dezenas de países, também estarão em questão. Mais informações e inscrições no site www.brasilsemamianto.com.br
Declaração de Osasco - Entre 17 e 20 de setembro de 2000, no Congresso Mundial do Amianto, em Osasco, Grande São Paulo, foi firmada a Declaração de Osasco, assinada pelas pessoas e organizações presentes. A integrada da Declaração de Osasco segue abaixo:
“Como delegados do Congresso Mundial do Amianto, por meio desta declaramos nossa intenção de constituir e participar de uma nova Rede: a Rede(Network) Virtual do Congresso Global do Amianto. Nossa primeira tarefa com membros desta Rede é lançar a Declaração de Osasco.
Nós, os abaixo-assinados, afirmamos solenemente nossa intenção de:
  1.     apoiar e participar dos esforços globais de promover a solidariedade entre os ativistas anti-amianto, grupos e outras organizações;
  2.     fazer campanhas para alcançar o banimento do amianto em nossos países e no exterior;
  3.     assistir globalmente as vítimas dispersas do amianto em seus esforços de processar as empresas multinacionais do amianto; igual sofrimento e incapacidade merecem igual tratamento e indenização;
  4.     denunciar e tornar públicas as tentativas das empresas do amianto de transferir tecnologias desacreditadas do primeiro mundo para os países em desenvolvimento;
  5.     assegurar um livre fluxo de informações sobre os desenvolvimentos relativos ao amianto, incluindo decisões legais atualizadas, pesquisas médicas, novas legislações;
  6.     interceder junto aos políticos, sindicatos e outros atores sociais para a adoção de políticas de “transição justa dos empregos”, para que estas etapas sejam adotadas o mais rapidamente possível para substituir gradativamente os empregos do amianto e as condições de trabalho que ameaçam a vida;
  7.     considerar os problemas e soluções sobre o amianto num contexto global;
  8.     agir em conjunto com nossos colegas estrangeiros em todo momento, respeitando nossas diferenças sociais e culturais;
  9.     compartilhar experiências pessoais e profissionais na luta contra o amianto para que as estratégias que obtiveram sucesso em um país possam ser adotadas em qualquer outro lugar;
10.     monitorar o comportamento e a lucratividade das indústrias do amianto e suas sucessoras”.